SHOW DE LANÇAMENTO DO DISCO YANTUX, DE YANTO LAITANO

Yanto Laitano está de volta à estrada para lançar “Yantux“, disco conceitual que conta a história de um personagem às vezes doce, às vezes lunático. Yantux transita entre viagens psicodélicas com seus camaradas e as suas paixões malucas, que terminam tão rápida e intensamente quanto começaram.

É no clássico Bar Ocidente que o público porto-alegrense vai conhecer a trama em que Yantux está envolvido, contada em 18 faixas entre canções e vinhetas. A narração da história contará com um vídeo cenário, que interage com os músicos, construído pelas projeções de imagens da artista Jana Castoldi. Além das canções inéditas do novo álbum – que vai ser executado na íntegra e na ordem original com todas as vinhetas e efeitos -, Yanto Laitano vai entoar seus clássicos Meu amor, Eu não sou daqui e Porto Alegre Blues. O pianista e cantor estará acompanhado por Beto Chedid (guitarra, violão, harmônica, efeitos e voz), Filipe Narcizo (baixo e voz) e Fábio Musklinho (bateria, voz e efeitos), músico que integrou bandas como TNT e Bandalheira. O show de lançamento do disco será no dia 6 de dezembro, quarta-feira, às 22h.

::: SERVIÇO :::
Yanto Laitano lança seu novo disco Yantux
Quando: 6/12
Horário: 22h
Onde: Bar Ocidente (Osvaldo Aranha esquina com João Telles)

Ingressos:
R$30 na hora
R$20 antecipado pelo Sympla (https://www.sympla.com.br/show-de-lancamento-do-disco-yantux-de-yanto-laitano__213038)

Nos idos de 89

Olha só o que eu achei: um vídeo da minha primeira banda, chamada DTR, tocando no Jornal do Almoço em 1989 !

Aposto que vocês nem tinham nascido. Eu tinha acabado de fazer 16 anos.

O vídeo e o áudio tão bem toscos mas dá pra sacar.

Eu morava no oeste de Santa Catarina, numa simpática cidadezinha chamada Jaborá, na região do Contestado. Mesmo morando num lugar tão isolado, eu lia fanzines e revistas sobre rock e encomendava fitas-demo, discos e fitas de vídeocassete das novíssimas bandas do país e das gringas.

Assim eu conheci Replicantes, Defalla, Cascavelletes e tantas outras. Às vezes, nos fins de semana, meu pai vinha trabalhar em Porto Alegre e eu vinha junto. Andava pelo Bom Fim, com meus 14, 15 anos.

Tanto enchi o saco dos meus amigos de Jaborá que um deles, o Júnior Finger, começou a estudar guitarra. Outro amigo, o Joy da Silva, comprou uma bateria. Ninguém topou tocar baixo, então eu deixei o teclado de lado, comprei um baixo e passei a estudar como louco.

Eu já tinha um monte de músicas compostas e, quando começamos nossos sofríveis ensaios, fiquei inspirado e comecei a compor mais e mais. Batizamos a banda de DTR. A sigla não queria dizer nada, mas inventamos que era o nome de um composto químico.

Assim que ficamos mais afiados e afinados, começamos a ir em todos os bailes da região pra pedir que as bandas nos deixarem tocar no intervalo. Na maior parte das vezes funcionava. Entrávamos no palco com toda aquele gás e revolta juvenil e as platéias, acostumadas com vanerão, xote e fandango, ficavam apavoradas com nosso roquenrou.

Um dia meu amigo Marcos Ricardo Weissheimer, um advogado cheio de contatos, falou que o Jornal do Almoço iria fazer um programa ao vivo em Joaçaba e que estavam procurando uma banda para tocar. Joaçaba era uma cidade muitíssimo maior que Jaborá. Eles tinham prédios e sinaleiras! Eu estuda lá e adorava a cidade, apesar da maioria dos colegas me chamar de colono pelo simples fato de morar em um lugar menor.

Nos reunimos com a produção do programa e eles toparam a idéia. Avisei o DTR, mas o Joy, que era muito envergonhado, disse que não queria aparecer na TV. Então chamamos o Edson Minatti, que topou na hora. Ele estava morando em Florianópolis e disse que iria divulgar o show por lá. Quando ele chegou em Jaborá para ensaiarmos, soubemos que a tal divulgação resumia-se à uns garranchos com o nome da banda escritos nas classes e cadeiras da UFSC.

Então chegou o dia. Chovia muito. Palco gigante montado no centro de Joaçaba, as ruas lotadas de pessoas com seus guarda-chuvas para ver Jornal do Almoço ao vivo. Então o apresentador, Cacau Menezes, nos chamou. Tocamos uma música minha chamada “A Guerra Não Acabou“, uma crítica à Organização das Nações Unidas (ONU). A galera de Joaçaba viu os colonos de Jaborá subirem ao palco pra tocar o seu roquenrou pra todo o estado. Foi a Glória!

Um ano depois eu saí de Jaborá e o DTR acabou.

Agora, mais de 25 anos depois, eu consegui uma cópia em VHS, graças a Lizi Cordeiro (obrigado, querida), que gravou o programa na época.

Melhor Trilha Sonora PRÊMIO TIBICUERA 2015: Yanto Laitano (Orquestra de Brinquedos)

Foto: Adriana Marchiori

Tô bem feliz e faceiro por ter levado o PRÊMIO TIBICUERA 2015 de Melhor Trilha Sonora pelo espetáculo Orquestra de Brinquedos! Nada melhor para um espetáculo musical do que ganhar esse prêmio.

Pode parecer lugar comum, mas não tenho como não escrever isto: O melhor prêmio é contar com o carinho do nosso público querido que lota os lugares por onde passamos e que nos possibilita ter agenda cheia e bastaaante trabalho.

Meu muitíssimo obrigado para toda nossa turma!

* Elenco: Beto Chedid, Fábio Musklinho, Filipe Narcizo e Marina Mendo
* Elenco de Apoio: Amilton Ritzel, Bruna Baliari, Luiza Girardello e Matheus Herrmann
* Iluminação: Marga Ferreira
* Operação de Som: Marcelo Bullum e Thomas Dreher
* Figurino: Daniel Lion
* Cenário: Luciana Delacroix
* Produção: Marilourdes Franarin
* Assistente de Produção: Isadora Fagundes

‪#‎OrquestraDeBrinquedos‬ ‪#‎Tibicuera2015‬ ‪#‎YantoLaitano‬

Ela Gosta de Garotas

4_1200px“Ela Gosta de Garotas” foi feita de um jeito totalmente diferente de tudo que eu já tinha feito. Gravei os instrumentos, recortei tudo e construí a música como uma colagem. Depois acrescentei sons “surrupiados” de video-games, da internet e de engenhocas como o “Speak & Spell“, brinquedo dos anos 70 que fala textos com voz de robô.

Além de sintetizadores e samplers também gravei o baixo, coisa que nunca tinha feito.  E, pra completar essa mistura toda, gravei theremin, aquele instrumento maluco com uma antena que se toca fazendo gestos no ar.

Esse lance de gravar assim, usando recortes, colagens e uma mistura mucho loca a lá Frank Zappa e Beck, era algo que eu queria fazer há muito tempo. E curti tanto fazer isso que já estou pensando em fazer coisas novas nessa mesma onda.

Ouça “Ela Gosta de Garotas” no youtube!

Quem gravou batera foi o Fábio “Musklinho” Bockorny (Ex-Bandalheira e TNT) e as guitarras ficaram a cargo do Beto Chedid. Os dois tocam no meu projeto Orquestra de Brinquedos. O som é produzido por mim e pelo Thomas Dreher e foi gravado no lendário Estúdio Dreher.

A letra fala de uma garota que gosta de garotas. Na real ela é bissexual. O pai dela promete matá-la e ela precisa fugir pra viver em liberdade. A idéia saiu de uma história que li em um jornal há alguns meses sobre uma garota lésbica que teve um final terrível. Então resolvi fazer um final feliz pra essa história. Mas não foi consciente, foi um lance automático. Logo depois que li a tal matéria que dei conta que estava cantando uma melodia com letra. Passei o dia todo com essa melodia na cabeça e ela só parou de tocar na minha “radio mental” quando eu terminei a composição.

Baixe “Ela Gosta de Garotas” direto do Souncloud!

Ficha Técnica:
Yanto Laitano: vozes, sintetizadores, samplers e baixo
Fábio “Musklinho” Bockorny: bateria
Beto Chedid
: guitarras

Gravado no Estúdio Dreher
Produzido por Thomas Dreher e Yanto Laitano
Fotos: Raul Krebs
Direção de arte: Luciana Delacroix
Arte: Fred Messias

 

As redes sociais estão matando os blogs

Quase todo mundo está nas redes sociais. Quase todo mundo liga seu computador ou celular e já entra no mundo do facebook e afins pra ver o que se está comentando. Não dá pra negar que as redes são ferramentas muito legais que aproximam (e afastam) as pessoas. Mas, na minha opinião, existem algumas coisas que são bem ruins. Uma delas é a morte progressiva dos blogs, em especial aqueles mantidos por autores de maneira independente.

Esses espaços virtuais, onde as pessoas escrevem sobre o que querem, estão cada vez mais sendo deixados de lado. Por que? Porque todos estão nas redes! Por isso, um texto tem muito mais alcance quando postado em uma rede social do que quando é postado em um blog. Isso acaba estimulando os autores a utilizarem cada vez mais as redes sociais e cada vez menos os blogs em um círculo vicioso que potencializa ainda mais o processo. As redes sociais estão cada vez mais fortalecidas e isso está matando todo um universo de blogs que não fazem parte delas. Isso não é nada legal.

O facebook, e afins, são uma rede dentro de uma rede que é a internet. É como um clube fechado. Um clube tem suas regras e ganhos e se alguém não se submete a elas acaba sendo barrado. Prova disso são o banimento de usuários que postam fotos com nudez. Não importa se são obras de arte ou fotos de uma mãe amamentando, se alguém postar vai sofrer penalidade. E esses clubes são padronizados. Já tentou escrever uma postagem com imagens inseridas ao longo do texto? Não dá!

Eu acho legal que existam clubes, é seguro, tem um monte de amigos e está tudo pronto e bonitinho. Mas não acho legal que por conta disso as pessoas deixem de frequentar outros espaços com formatação e conteúdo livres. Acredito que precisamos ter diversidade e não padronização. E acredito que precisamos ter outras alternativas de publicação e comunicação. Me parece que o problema não é frequentar o clube mas sim frequentar somente o clube.

Não dá pra deixar a internet virar um grande facebook.

Resgate do vídeo de “Meu Amor” no Programa Radar da TVE/RS

Recentemente a TVE/RS retirou todos, ou grande parte, dos vídeos do Programa Radar do youtube, incluindo os vídeos das minhas participações.

Alguns vídeos foram postados novamente mas sem indexação, o que impossibilita a busca por título da música ou nome de banda.

Sempre tive muito carinho e admiração pelo programa Radar e pela TVE mas até agora não entendi o porquê desse desserviço. Mas escrevo este texto pois consegui resgatar o vídeo de “Meu Amor” e coloquei no meu canal no youtube. Agora ninguém vai deletar !

Como surgiu a Orquestra de Brinquedos

Orquestra de Brinquedos, foto Luiza Girardello

Orquestra de Brinquedos

Num fim de tarde de 2012 eu entrei em uma lojas de instrumentos musicais e vi um jogo de sinos musicais. Eram quatro pares de sininhos coloridos, cada um com uma nota musical diferente. Juntos os sinos completavam uma escala. Pensei que quatro músicos, cada um deles com um par de sinos, seriam capazes de tocar melodias em conjunto. A música seria tocada com as melodias passando de sininho em sininho, o que resultaria em um tipo de coreografia muito interessante. Imaginei que, para o conjunto ficar completo, eu ainda precisaria de um quinto músico para fazer a parte rítmica.

Na mesma loja, além dos sinos musicais, também havia uma bateria e um piano de brinquedo. Então me dei conta de que esses músicos poderiam tocar outros instrumentos de brinquedo em uma espécie de orquestra. Para a idéia ficar ainda mais interessante, os músicos também deveriam ser “transformados” em brinquedos, então pensei em soldadinhos de chumbo. Assim estava completa a idéia para a criação da Orquestra de Brinquedos, inclusive com o nome. Foi um daqueles momentos em que as coisas vão se encaixando de tal maneira que parece mágica.

Sai da loja com os instrumentos comprados. Depois garimpei outros instrumentos na internet, como guitarra e contrabaixo de brinquedo. Pra completar, figurino e maquiagem foram especialmente criados para transformar os músicos em brinquedos. Para serem os soldadinhos, convidei três músicos que já trabalhavam comigo em outros projetos, Beto Chedid, Filipe Narcizo e Fábio Muscklinho. Para ter um toque feminino de uma soldadinha, a atriz e musicista Grasiela Muller foi convidada. Depois, quando a Grasi mudou-se para o Rio de Janeiro, a também atriz e musicista Marina Mendo foi convocada para entrar em seu lugar.

foto: Raul Krebs

Da esquerda para a direita: Beto Chedid, Filipe Narcizo, Yanto Laitano, Fábio Muscklinho e Marina Mendo.

O repertório, com temática infantil e conhecido do público de todas as idades, também foi escolhido de maneira especial: cantigas de roda, como “Marcha Soldado” e “Alecrim”, canções folclóricas brasileiras, como “Pezinho”, obras de compositores consagrados da música erudita como “O Trenzinho do Caipira”, de Villa-Lobos, e até pérolas da música pop como “Yellow Submarine” dos Beatles.

Os instrumentos de brinquedos ajudam a definir os arranjos das músicas e são fundamentais no processo criativo. Estou sempre pesquisando e comprando brinquedos que possam ser usados pela Orquestra. Tem alguns que eu compro que acabamos nem usando. Outros ficam em cima da minha estante até surgir uma ideia pra usar esse brinquedo de um jeito legal pra fazer música.

Muitas músicas e arranjos surgem do próprio brinquedo musical. Por exemplo, a idéia de tocar “Danúbio Azul” veio das notas musicas das buzinas de bicicleta. Quando eu ouvi o Muscklinho tocar algumas buzinas que estavam acopladas ao seu washboard, me dei conta de que elas reproduziam exatamente as notas de uma parte da melodia da música “Danúbio Azul”. Então essa música foi incorporada ao repertório. É sempre muito engraçado quando uma música está sendo tocada pelos instrumentos e, de repente, as buzinas respondem tocando uma parte da melodia.

É difícil saber quem se diverte mais em uma apresentação da Orquestra de Brinquedos: nós ou o público.

 

 

 

Sorteio de CD no Twitter

Pra divulgar meu perfil no Twitter vou sortear um Cd. E vou mandar, especialmente autografado,  pra casa de quem ganhar !

Para participar basta seguir @yantolaitano no Twitter e dar RT na seguinte mensagem:

“Siga @yantolaitano e dê RT pra concorrer a um CD! Sorteio nesta quarta.  http://bit.ly/Afodkx “

– O sorteio vai rolar na noite de quarta, dia 18/04/2012.

– Vale qualquer tipo (copiando/colando, RT pelo botão), desde que não modifiquem a mensagem e o link.

– Quanto mais RT’s, mais chances de ganhar. Mas ATENÇÃO: Pode dar RT’s em horários diversos mas usuários que derem vários RT’s seguidos serão desclassificados.

Ajudem a divulgar!
Logo vai ter promoção pelo Facebook também. Valeu, abraços/beijos

Y~