10 – Porto Alegre Blues

Porto Alegre sempre me pareceu um cidade blues. Algumas coisas colaboram pra essa atmosfera: o rio, o porto, os navios, a neblina, o cinza da cidade, a melancolia. Eu nunca entendi como ninguém tinha feito uma música chamada Porto Alegre blues, ainda mais com tantos músicos geniais fazendo blues na cidade. Essa música surgiu pela minha admiração pela cidade.

11 – Imbecil

Assim como Neo Hippie, esta música não está no Horizontes e Precipícios porque foi composta depois que o disco já tinha sido produzido. É uma música para aquelas pessoas que não nos atendem, que ignoram qualquer tipo de contato, que nada respondem. É uma vingança contra aquelas pessoas que ficam enrolando, que podiam pelo menos dizer “adeus”, mas não dizem. É um adeus para elas, hehehehe.

13 – Não Te Quero Mais

Esta é a última música que tocamos no show. Quer dizer, quase a última (não esqueça do bis). A letra, aparentemente, é a fala de alguém que está terminando com seu amor, mas na verdade eu a escrevi para ser a fala de alguém que tentando largar uma droga, um entorpecente que o viciou e o envenena.

14 – Como Matar um Planeta

Esta sim, foi a última música deste show no Theatro São Pedro. Como Matar Um Planeta foi escrita em homenagem ao grande ecologista José Lutzenberger. Eu já tinha lido “Gaia, o planeta vivo” mas foi depois de criar a trilha para os documentários de Frank Coe sobre o Lutzenberger é que eu tive um contato maior com as idéias desse ecologista. Várias dessas idéias são apresentadas na música, sempre carregadas de uma ironia que é uma característica da música (e não dele).