05 – Promessas

Essa música, que é uma parceria com Luciano Zanatta, existia há muito tempo. Ela não tinha sido gravada porque nunca achamos a letra boa. Muitos anos depois, eu fiz uma nova letra, gostei do resultado e mostrei pro Zanatta, que também curtiu. Eu gostei tanto que resolvi gravar. Aí está a versão ao vivo:

07 – Charly Tomó Demás

Escrevi essa música, que tem uma letra que mistura fragmentos de espanhol e português, em homenagem ao Charly Garcia. No final da década de 90 eu passei um tempo sendo um verdadeiro pára-raios de malucos. Por onde eu passava, nas ruas, nos bancos, nas estações eu atraía as criaturas mais loucas me falando suas mensagens malucas em situações não muito normais. Isso depois passou.

Mas quando eu conheci o Charly, vi que a loucura dele não era pose e que ele atraia todos os malucos num raio de 100km, sendo ele o mais louco de todos. Na verdade se ele fosse qualquer outra pessoa, e não um herói nacional, estaria internado há tempos. Mesmo assim genial e maluco, ele mudava de demônio pra anjo quando começava a tocar.

Então fiz essa música do ponto de vista de alguém que atrai malucos que dizem suas mensagens malucas. Talvez sejam oráculos. Talvez não.

08 – A Flor Que Nasce

Em uma tarde chuvosa de verão eu me senti cheio de amor pela Cecília, minha filha pequena. Fui pra sacada e essa canção surgiu. Em 20 minutos ela estava pronta. E era uma resposta pra uma pergunta que a Cecília tinha feito pra mim há pouco tempo atrás.

10 – Porto Alegre Blues

Porto Alegre sempre me pareceu um cidade blues. Algumas coisas colaboram pra essa atmosfera: o rio, o porto, os navios, a neblina, o cinza da cidade, a melancolia. Eu nunca entendi como ninguém tinha feito uma música chamada Porto Alegre blues, ainda mais com tantos músicos geniais fazendo blues na cidade. Essa música surgiu pela minha admiração pela cidade.

11 – Imbecil

Assim como Neo Hippie, esta música não está no Horizontes e Precipícios porque foi composta depois que o disco já tinha sido produzido. É uma música para aquelas pessoas que não nos atendem, que ignoram qualquer tipo de contato, que nada respondem. É uma vingança contra aquelas pessoas que ficam enrolando, que podiam pelo menos dizer “adeus”, mas não dizem. É um adeus para elas, hehehehe.

13 – Não Te Quero Mais

Esta é a última música que tocamos no show. Quer dizer, quase a última (não esqueça do bis). A letra, aparentemente, é a fala de alguém que está terminando com seu amor, mas na verdade eu a escrevi para ser a fala de alguém que tentando largar uma droga, um entorpecente que o viciou e o envenena.

14 – Como Matar um Planeta

Esta sim, foi a última música deste show no Theatro São Pedro. Como Matar Um Planeta foi escrita em homenagem ao grande ecologista José Lutzenberger. Eu já tinha lido “Gaia, o planeta vivo” mas foi depois de criar a trilha para os documentários de Frank Coe sobre o Lutzenberger é que eu tive um contato maior com as idéias desse ecologista. Várias dessas idéias são apresentadas na música, sempre carregadas de uma ironia que é uma característica da música (e não dele).